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The deadly toll of Invasive MRSA Infections in Community Hospitals

Informação Adicional:
Keith S Kaye et al Clin Infect Dis 2008;46:1568-1577.

Apenas 57 doentes (44,2%) dos doentes com infecção do local cirúrgico receberam antibióticos com actividade contra MRSA no dia do diagnóstico microbiológico e apenas 95 (73,6%) tinha recebido um antibiótico activo contra MRSA ao fim de 7 dias após o resultado microbiológico. Noventa e cinco dos doentes foram re-internados dentro de 3 meses após a cirurgia. A mortalidade ao fim de um ano foi de 22%.

Também no caso das bacteriémias, verificou-se que apenas 216 (38,3%) tiveram uma prescrição compatível com o MRSA no dia em que foi recebido o resultado e, ao fim de 7 dias, apenas 383 (67,9%) tinha uma prescrição de um antibiótico activo contra MRSA. Cerca de um terço destes doentes morreram durante esse internamento.

Quando comparados os resultados do hospital terciário com os dos hospitais distritais, verificou-se que, no que se refere à terapêutica correcta ao fim de 7 dias, os resultados foram bastante piores nos hospitais distritais.

Comentário:
Em termos globais pode-se dizer que cerca de um terço dos doentes não recebeu a terapêutica antibiótica correcta!! Dada a elevada morbilidade e mortalidade das infecções invasivas por MRSA, estes resultados são preocupantes.

Será que os resultados podem ser extrapolados para os nossos hospitais em Portugal? Qual será a causa desta situação?

Qual é a melhor maneira de melhorar o conhecimento dos clínicos? Será que os protocolos de prescrição poderiam ser a solução (serão aceites pelos clínico?)? Com a informatização do processo clínico, haverá possibilidade de alertas de prescrição quando há isolamento de microrganismos epidemiologicamente importantes.
Seja qual for a solução (que terá que ser adaptada as circunstâncias de cada local) é urgente que se tomem medidas eficazes. Quanto mais tempo se demorar para o controlo do MRSA nos doentes infectados maior a possibilidade de transmissão cruzada.
A higiene das mãos é um elo importante da cadeia mas não se pode descurar os outros elos (neste caso, para além do risco de morte do próprio doente infectado, a manutenção prolongada de reservatórios que este doentes constituem).

Comentado por:
Elaine Pina

23 Abr 2014